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O modesto escritório da importadora da cerveja japonesa Sapporo no coração de São Paulo contrasta com o glamour dos restaurantes que vendem a marca no Brasil, como o Shintori, e, principalmente, com as badaladíssimas festas regadas à cerveja oriental em Miami e Las Vegas.

O volume de vendas da cerveja no Brasil é igualmente modesto para a multinacional japonesa com faturamento mundial de US$ 3,8 bilhões, mas o crescimento de 60% das vendas em apenas um ano chamou a atenção da matriz. Para entender melhor o potencial do país, Mikio Masawaki e Fumio Kigure, presidente e diretor de marketing da Sapporo dos Estados Unidos vieram ao Brasil.

As vendas da Sapporo patinam no Japão há três anos seguido - a queda em 2007 foi de 3,6% - e a importância de mercados como os Estados Unidos e a América do Sul, onde o produto é vendido como super premium, cresce. Nos EUA, as vendas aumentaram 7% no ano passado "Existem ótimas oportunidades de expansão no Brasil", afirma Masawaki, que parte para a Argentina, onde deve fechar um novo contrato de distribuição. No ano passado, foram importadas 60 mil unidades - a cerveja vendida aqui vem da fábrica da Sapporo no Canadá. Para 2008, a estimativa é aumentar esse volume em pelo menos 25%. Uma empresa desse porte no mundo ainda esbarra, por incrível que pareça nas dificuldades de investimento do distribuidor local, a Tradbras. Com um espaço pequeno para armazenagem, a empresa está perto do limite físico, apesar do potencial do mercado. "Mas vamos investir em um novo depósito", diz Carlos Sato, diretor financeiro da Tradbras.

Por enquanto, a Tradbras aproveita o canal que tem com os restaurantes e comércio japonês - a empresa também importa sakê e algas - para vender a cerveja. O Japão é um país sem tradição na bebida, mas a excentricidade, nesse caso, é aliada. "Este ano, a idéia é expandir para o mercado não oriental, o que mais cresce", completa William Ishiy, sócio. O Pão de Açúcar é o maior cliente da empresa e responde por 70% das vendas. A liderança do mercado no Japão é dividida entre Asahi, dona de 37,9% de share, e a Kirin, com 37,8% - marca japonesa mais importante no Brasil. A Sapporo está na terceira posição, com 12,5%. A Suntory é a quarta, com 11%. Na contramão do mercado, as cervejarias japonesas têm resistido à tendência de consolidação. Apostam, sim, na diversificação. A Sapporo atua em refrigerantes, restaurantes e na área imobiliária, o que atraiu o fundo de hedge americano Steel Partners, que adquiriu 17,5% do negócio, mas pretende aumentar sua participação e assumir o controle. Os japoneses resistem e criaram um mecanismo de proteção para evitar a compra hostil. Já se especulou que o fundo queria vender a operação de cerveja, mas a sua última recomendação foi justamente focar nessa área.

Fonte: Valor Econômico - Empresas & Tecnologia – 22/01/2008

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