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As cervejarias artesanais da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, já com uma produção de cerca de 500 mil litros por mês, pela primeira vez entram como patrocinadoras de parte da maior festa da cerveja do país, a Oktoberfest, que vai de 4 a 21 de outubro, em Blumenau. Depois de dois anos como convidadas, as microcervejarias tiveram que disputar por meio de licitação os espaços de um dos três setores do evento para venda de chopes artesanais. A disputa, que rendeu cerca de R$ 300 mil de apoio para a festa, mostra o aumento da concorrência entre as microcervejarias e o crescimento do setor no Vale.

"Decidimos fazer um lance alto para pegar um bom lugar no pavilhão", diz Georg Nuber, da cervejaria Heimat, de Indaial, criada em 2005. Ele explica que depois de dois anos como convidado e com espaços pré-determinados, agora vai estar localizado em um ponto que considera o melhor, na saída do pavilhão 1 para o pavilhão 2, depois de investir R$ 38 mil na licitação. A expectativa é de dobrar as vendas de chope neste ano, chegando a 25 mil litros nos 18 dias de festa. Em 2006, havia vendido 12 mil. A Heimat estará juntamente com Eisenbahn, Zehn, Wunderbier, Das Bier (estará na área fora chamada de Biergarten) e Bierland, todas produzidas na região. Elas dividirão espaço com a AmBev, que pela marca Brahma é a grande patrocinadora do evento. Bento Linhares, dono da Wunderbier, cervejaria com capacidade de 20 mil litros, e que participa da festa pela primeira vez, diz que a concorrência para um espaço no pavilhão foi grande na licitação. Ele ofereceu R$ 39 mil para cada uma das duas áreas que terá no evento. "Mas tiveram ofertas que chegaram muito perto, em R$ 36 mil e R$ 38 mil". O preço mínimo era de R$ 25 mil. Desde que entraram na Oktoberfest, as pequenas empresas conseguiram uma repercussão maior para seus produtos e já têm outubro como o melhor mês do ano em vendas.

As mais antigas abriram bares anexos às fábricas, e não há dúvida sobre a grande vitrine que conseguiram ao entrar na festa, em 2005. Juliano Mendes, diretor de marketing da Eisenbahn, diz que a disputa em torno da Oktoberfest entre as artesanais demonstra não só uma concorrência maior, mas também uma consolidação do setor. Ele perdeu um dos pontos que tinha no ano passado justamente para a Wunderbier, que fez uma oferta de preço maior, levando a Eisenbahn a entrar em uma segunda rodada da licitação, dos pontos que não tiveram ofertas da primeira vez. "Algumas cervejarias foram com muita sede ao pote. A festa é uma operação complexa, e neste ano existe uma multa para quem deixar faltar chope durante o evento", disse Mendes, que também acredita que a forte concorrência está relacionada ao fato de poucas ainda engarrafarem a sua produção, ficando com um mercado limitado de vendas. Algumas, contudo, estão tentando expandir e chegar mais perto do movimento feito anteriormente pela Eisenbahn, a maior da região, com capacidade de 160 mil litros por mês, e que engarrafa seu produto desde 2003.

A Zehn, localizada em Brusque, iniciou o engarrafamento no fim de 2006, a Heimat pretende lançar cerveja até novembro deste ano, e a Wunderbier programa esse tipo de produção para 2008.

A idéia é, a partir das garrafas, chegar a mercados mais longínquos do que o chope no barril, que, por ser perecível, não pode consegue viajar longas distâncias. "Vamos disputar espaço boteco a boteco com as grandes", diz Nuber, que investiu R$ 380 mil no processo de engarrafamento. A disputa em torno da Oktoberfest também foi além das licitações e envolveu a AmBev. Esta e as artesanais chegaram a propor preços diferentes para o valor do chope da festa. As pequenas queriam R$ 4, enquanto a AmBev manteria o preço do ano anterior, a R$ 3,50. A organização do evento acabou fechando o preço a R$ 3,75 (400 ml), com as artesanais acusando a Brahma de ter pressionado o valor para baixo para prejudicá-las. A Brahma se defende. Segundo a gerente de eventos, Bianca Schen, a empresa "pensou no consumidor”. A festa em Blumenau pela primeira vez contará também com cervejas importadas da Alemanha e da Bélgica, trazidas pela AmBev, que ainda vai colocar o chope escuro Brahma Black. De acordo com o diretor-presidente do parque Vila Germânica, onde ocorre o evento, José Carlos Oechsler, a taxa de câmbio favoreceu a entrada de 9 variedades de cervejas importadas, entre elas, a Leffe Blonde, Belle-Vue Kriek, Spaten Muenchen e Franziskaner Weisbier, porque o preço que chega ao consumidor não é mais tão alto. As belgas serão vendidas a R$ 5, e as alemãs, a R$ 7 (500 ml). A Oktoberfest recebeu investimentos no total de R$ 4 milhões.

Fonte: Valor Econômico - Outubro/2007

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