Acessar Registrar

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim

Criar uma conta

Todos os campos marcados com asterisco (*) são obrigatórios.
Nome *
Nome de usuário *
Senha *
Verificar senha *
Email *
Verifar email *
Captcha *

A AmBev rendeu-se ao último nicho em que ainda atuava timidamente: o das cervejas importadas. Para competir com as novas marcas internacionais que lotam mensalmente as prateleiras e para não ficar atrás do apelo das cervejas artesanais - com a compra da Devassa e Baden-Baden, a rival Schincariol está abocanhando esse segmento - a gigante cervejeira está aproveitando o extenso portfólio da InBev para trazer ao Brasil sabores mais sofisticados do produto.

Depois das cervejas uruguaias e alemãs, a partir de outubro, a companhia estréia no país com três marcas belgas: Leffe - em três diferentes variantes - Hoegaarden e Belle-Vue. A idéia foi aproveitar a proximidade do verão e o momento típico de aumento do consumo para lançar as marcas da InBev mais vendidas dentro das suas categorias mundo afora. Só no primeiro semestre, o mercado de cervejas importadas cresceu 70%. Trata-se de um segmento extremamente específico que exige uma longa introdução antes que se possa dar o primeiro gole. A Leffe, quarta marca global da InBev, é uma cerveja tipo abadia, fabricada por monges, que conserva a mesma receita desde 1240. Belle-Vue, por exemplo, é uma cerveja do tipo Lambic, produzida a partir da fermentação espontânea de microorganismos que se desenvolvem apenas em uma região da Bélgica.

Embora represente um percentual ínfimo das vendas da AmBev, o projeto de importação está evoluindo mais rápido do que o previsto. Segundo Alexsandro Pinto, gerente de novos negócios, a chegada das marcas belgas deu início a uma nova fase das importações da companhia. A partir de outubro, as cervejas importadas - hoje concentradas na cidade de São Paulo - passam a ser vendidas em todo o Estado e na região Sul do país. "Nossa expectativa era ir para outras praças somente em 2008."

O ritual para degustar esse tipo de bebida assemelha-se ao vinho. Exige copo e maneira certa de servir - e a "harmonização" com a gastronomia também é usual. Daí a necessidade de se montar equipes de treinamento para atuar em bares, restaurantes e até supermercados - onde as cervejas devem ser vendidas na faixa de R$ 6,00.

Hoje, o mercado Premium é o que mais interessa às cervejarias. Embora represente apenas 6,7% do total, o segmento Premium cresce 2,5 vezes mais que o tradicional. Em 2006, teve alta de 11%, contra 7,5% das cervejas pilsen.

Fonte: Valor Econômico – Empresas - Tendências & Consumo - Setembro/2007

guia fornecedores