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No 1º semestre deste ano, foram gastos US$ 25 milhões; mais US$ 60 milhões estão previstos para 2008. O forte crescimento do mercado de latas de alumínio para bebidas - de 13,3% no acumulado até junho, para 5,5 bilhões de unidades - está fazendo as empresas do setor investirem na ampliação da capacidade e na diversificação dos produtos. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), somente no primeiro semestre deste ano foram investidos cerca de US$ 50 milhões, dos quais US$ 25 milhões em aumento da capacidade instalada pelas três empresas que atuam no setor no País: Crown Embalagens, Latapack-Ball e Rexam. O maior investimento, de US$ 15 milhões, foi feito pela Crown em uma nova fábrica de tampas, em Manaus. Já a Rexam, que no ano passado também investiu em uma fábrica de tampas em Manaus (US$ 33 milhões) e ainda US$ 35 milhões em uma unidade de latas em Cuiabá, este ano aplicou mais US$ 5,3 milhões na readequação da unidade de Jacareí (SP) para uma linha flexível para a produção de latas de tamanhos variados, como de 8oz (250 ml) e 16oz (473 ml).

Os cerca de US$ 5 milhões restantes foram aplicados em outras linhas da Rexam e da Latapack-Ball. No segundo semestre deste ano já foram definidas expansões que somam pelo menos mais US$ 60 milhões. Ainda em 2007, a Crown começa a construção de sua segunda unidade no País, a ser instalada na região Nordeste, investimento que somará US$ 50 milhões. "É um investimento apenas para manter a nossa participação de mercado", ressaltou o presidente da Crown, Rinaldo Lopes. Em 2008, outros US$ 13 milhões devem ser aplicados, sendo US$ 5 bilhões pela Crown, na readequação da unidade de Cabreúva (SP), e US$ 8 milhões pela Latapack-Ball, na flexibilização de uma de suas linhas na fábrica de Jacareí (SP). Nos dois casos, as empresas estão de olho no mercado de latinhas de tamanhos diversos. "Há uma demanda reprimida principalmente para latinhas de 473 ml", disse o diretor comercial da Latapack-Ball, Jorge Bannitz. Segundo ele, a empresa está avaliando a construção de uma nova fábrica, investimento que deve ser aprovado em breve, mas informou que o início da operação ficará para o segundo semestre de 2009. "O mercado de latas de alumínio está aquecido no mundo todos os fabricantes de equipamentos não estão conseguindo atender a tanta demanda", justificou. Segundo estimativas da Abralatas, o mercado de latinhas deve crescer acima dos 15% neste ano, totalizando 12,3 bilhões de unidades vendidas.

Em 2006 foram vendidos 10,7 bilhões de latinhas, volume cerca de 10% superior antes igual período de 2005. "Somente no primeiro semestre crescemos 13% e como ainda é inverno a previsão é de fecharmos o ano com um crescimento maior", disse diretor-executivo da Abralatas, Renault de Freitas Castro. O executivo disse que o crescimento foi puxado pela indústria de bebidas, que tem registrado alta da demanda interna devido ao aumento da renda e de crédito, que liberou mais recursos para o consumo. "Além disso, temos visto novos usos para as latinhas, como para bebidas não carbonatadas." Bannitz acrescentou que a valorização do real em relação ao dólar fez a latinha ficar mais competitiva. "Cerca de 80% dos nossos custos são com matéria-prima, inteiramente cotada em dólares, por isso, especialmente para as embalagens menores, a lata ganhou muita competitividade." Para Lopes, o mercado deve manter um crescimento de entre 8% e 10% nos próximos anos. "Nos Estados Unidos, a penetração das latas no mercado é de 45% a 50%; no Brasil as latas respondem por apenas 8% do mercado de refrigerantes e 28% do de cervejas, por isso há muito espaço para crescer", completou.

Reciclagem

O forte aumento do volume de latinhas vendidas não tem sido acompanhado pela evolução do volume coletado para reciclagem. Em 2006, enquanto foram consumidas 147,4 mil de toneladas de latas de alumínio, alta de 11,2% frente igual período do ano anterior, foram coletadas 139,1 mil toneladas de sucata de latas, 9% superior ante 2005. Com isso, a taxa de reciclagem caiu para 94,4% do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no País, informaram ontem a Abralatas e a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). Segundo José Roberto Giosa, coordenador da comissão de reciclagem da Abal, a queda ocorreu principalmente devido à disseminação de novos usos para a sucata de alumínio, como talheres, lanças para grades e até teclados de telefone. "Existem muitos fabricantes informais de produtos feitos a partir da sucata de alumínio e não temos como comprovar o quanto eles reciclam, mas estimamos que respondam por cerca de 2 pontos percentuais do total de latinhas." Mesmo com a queda da taxa, o Brasil continua, pelo 5 ano consecutivo, líder na reciclagem de latas de bebidas, acima do Japão, que recicla 90,9%.

Fonte: Gazeta Mercantil - Indústria - Agosto/2007

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