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Beatriz Simão

Não é à toa que o nome dela é Enxerida. Ela, uma American Pale Ale (APA) com goiaba, foi lançada há menos de um mês, mas já conquistou a categoria Fruit Beer, levando medalha de ouro na Copa Internacional da Cerveja POA, em Porto Alegre. 

O concurso contou com 1414 amostras de cervejas da América Latina, que foram degustadas e avaliadas por mais de 70 jurados. A Copa foi transmitida ao vivo pelo Facebook, e Magda de Barros, 42, e Karla Andrade, 47, Parêas, estavam na expectativa acompanhando todos os momentos.

Foi na última quinta-feira (07) que, atentas à tela do computador, elas assistiram ao resultado do concurso: Enxerida, a primeira cerveja alagoana produzida por mulheres, estava sendo premiada internacionalmente. 

“Eu sabia desse concurso desde o início, mas achamos que não conseguiríamos enviar. Ainda está sendo surreal. Inscrevemos e enviamos cinco garrafas, com a bebida fresca e direto do barril de chopp. Tudo aconteceu muito rápido. Somos muito gratas, especialmente aos Leal Brother’s Rafael e Marcos, da Caatinga Rocks, e estamos muito felizes com o resultado”, conta Magda. 

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Foto: Nelson Pires

A Parêa

Magda começou a produzir cerveja como hobby há dois anos e sempre teve vontade de ter seu próprio negócio. Mas apenas quando reencontrou Karla, uma amiga que há muito não via, que encontrou apoio para transformar o que se tornou uma paixão em um empreendimento. 

"As pessoas mais próximas a mim não me levaram a sério. Foi quando encontrei a Karla. Ela disse ‘amiga, se for pra virar negócio eu entro com você!’. Isso aconteceu em outubro do ano passado e, desde então, não saiu da nossa cabeça. Estudamos, pesquisamos, fizemos testes e conversamos com os mais experientes”, conta a cervejeira.

As duas amigas entraram no ramo cervejeiro dando início a receita da Enxerida, que seria apresentada no Encontro Anual da Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva). Lá, ela chegou ‘de enxerida’ e ganhou a todos. 

Foram seis meses de testes até encontrar a versão que hoje é premiada. O lançamento oficial aconteceu há menos de um mês, no dia 16 de outubro, e a produção foi de 500 litros, que esgotou rapidamente. Karla, que não gostava muito de cerveja, hoje descreve o sentimento de tornar-se cervejeira como algo mágico.

“O sentimento vai além de realização, é indescritível. Ver um sonho tomar forma, ser apreciado e ser reconhecido, é ter a certeza de que valeu a pena não ter desistido diante de tantas negativas. O que nos fez seguir em frente é a cumplicidade entre nós, costumo parafrasear que ‘sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, sonho que se sonha junto, é Parêa que se torna realidade!”, relata Karla, cheia de emoção.

Os barris de chopp ainda estão vazios no momento, mas a previsão é que em pouco tempo, a Parêa - tão Enxerida, tão Avexada - esteja de volta nos pontos de venda para ser apreciada e degustada.

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Foto: Beatriz Simão

Fonte: TNH1 – 13/11/2019

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