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Cerveja Praya se expande pelo país mirando produção de 1,5 milhões de litros no ano e aponta boicote no varejo a seu produto promovido por grandes cervejarias

Em artigo do site Brazil Journal, a cerveja Praya menciona números de sua evolução no mercado de cerveja e relata que tem sofrido boicote em algumas redes de varejo promovido por grandes cervejarias.

Conforme o fenômeno das microcervejarias vai ganhando espaço no mercado brasileiro, a disputa por gôndolas em redes de varejo fica cada vez mais acirrada num mercado tradicionalmente consolidado pelas grandes cervejarias.

Esta experiência, já vivenciada no mercado americano, ocorre através de estratégias comerciais das grandes visando o exercício do seu poder de negociação dominante sobre elementos da cadeia de valor da cerveja.

Enquanto nos EUA já houveram questionamentos devido a planos de incentivos a distribuidores promovidos pela AB Inbev que distorciam a competitividade com microcervejarias, no caso da Praya o ponto da cadeia atacado foi o varejo.

A cervejaria aponta que recentemente uma rede de supermercados com parceria de longa data, que respondia por 2% das suas vendas, retirou a Praya de suas lojas. O mesmo ocorreu com uma rede de bares com 10 unidades entre Rio e São Paulo, que foi um dos seus primeiros parceiros comerciais. O motivo apontado foi a pressão de grandes cervejarias sobre esses varejistas.

Cerveja Praya faturou R$ 8,5 milhões em 2018

Fundada no Rio em 2016 pelos sócios Marcos Sifu, Tunico Almeida e Paulo de Castro e baseada num modelo de produção terceirizada, a Praya calcou seu posicionamento na produção de uma witbier e na construção de uma marca ligada a um estilo de vida moderno, despojado e conectado com a natureza.

A cervejaria chegou em 2018 no valor de R$ 8,5 milhões de faturamento e possui metas agressivas para os próximos anos – R$ 16 a 20 milhões em 2019, R$ 30 a 35 milhões em 2020 e R$ 45 a 60 milhões em 2021. A produção de 2018 foi de 420 mil de litros e está projetada para 1,5 milhões neste ano segundo o Brazil Journal.

A receita da cerveja foi desenvolvida por Sifu, ex-surfista profissional que se apaixonou pelo estilo wittbier e se tornou homebrewer em suas viagens para o Estados Unidos. O posicionamento da Praya se aproxima de marcas de surfwear e fica a cargo do sócio Paulo (mais conhecido como DJ Zeh Pretim) que lidera o marketing da companhia.

Ainda segundo a reportagem, a Praya já está presente em mais de 2 mil pontos de venda entre supermercados bares e restaurantes e deve abrir mais 2 mil esse ano. Também em 2019 deve estar em todos os segmentos do grupo Pão de Açúcar (Pão de Açúcar, Extra e Assaí) e nas lojas Makro, além disso já é o segundo rótulo mais vendido dos supermercados Zona Sul.

Atualmente as vendas em supermercados respondem por cerca de 25% do faturamento da marca, porém a ideia é que a fatia chegue a 70% no médio prazo.

A projeção de incremento da fatia de faturamento correspondente a grandes varejistas está alinhada com a busca da empresa por crescimento de volume.

A cerveja se posiciona como uma intermediária entre o segmento de massa e boa parte das marcas artesanais, o que se adéqua a seu nível de preço com a long neck em média por R$ 7,90; a garrafa de 600 ml, por R$ 10,00; e a latinha de 269 ml lançada recentemente por cerca de R$ 5,00.

Expansão da cervejaria mira em São Paulo

Dando seus primeiros passos numa expansão nacional, a Praya adicionou como unidade produtora uma cervejaria localizada em Toledo (PR) no final de 2018, e passou a chegar com seu produto a Curitiba e até julho estará presente em Brasília e Rio Grande do Sul.

Porém, o foco da marca é São Paulo. Para esta missão a empresa assinou um contrato com a EBD uma das maiores empresas de distribuição do país, visando quintuplicar seus pontos de venda no estado.

Mesmo com toda a expansão a cervejaria espera atingir seu break even (ponto a partir do qual todo investimento e custos acumulados foram pagos pela receita da empresa) em 2021, quando a marca estiver consolidada no país e com um volume expressivo.

Entre os complicadores financeiros da operação, Tunico mencionou ao Brazil Journal a cadeia de pagamentos antecipados à receita proveniente da venda.

“É uma operação que tem uma dinâmica complicada e demanda muito caixa. Pagamos os fornecedores antecipados, mas demoramos 21 dias para produzir a cerveja. Depois de pronta leva mais 5 dias para entregar aos distribuidores, que só vão pagar a fatura 28 dias depois.”

Visando viabilizar a sua expansão, a Praya está fechando uma rodada de capital que dará um fôlego de mais um ano e meio à operação. Os investidores têm experiência em marketing e varejo proveniente de grandes empresas. Atualmente o único investidor externo da empresa é Pedro Navio, ex-CEO da Red Bull na América Latina e atual CEO da Kraft Heinz no Brasil.

Na rodada de investimento os sócios estão abrindo 10% do capital da empresa, porém o valuation da companhia não foi divulgado.

Fonte: Catalisi – 08/04/2019

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