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Inspirada na cultura viking, cervejaria de Itaipava criou rótulo usando madeira utilizada em rituais sagrados desde a época dos incas

A cultura viking, uma árvore vista pelos incas como sendo detentora de poderes místicos e uma cerveja. Esses elementos foram unidos pela cervejaria Odin com o lançamento da Palo Santo Viking Imperial Stout, uma bebida curtida na famosa madeira peruana Palo Santo, que é utilizada em rituais de purificação.

O Palo Santo é usado como incenso em rituais sagrados desde a época dos incas e sua utilização tinha o foco de purificação. A sua árvore é nativa do México, na Península de Yucatán, do Peru e da Venezuela, também sendo encontrada em outras regiões da América Latina.

Flávio Haas, um dos sócios da Odin, revela que a inspiração pelo inusitado componente veio em casa, ao utilizar a madeira sagrada como aromatizante de ambientes, o que lhe despertou uma curiosidade sensorial, algo comum no inventivo mundo das cervejas artesanais.

“Certa vez estava degustando a nossa Viking Imperial Stout, ainda como cervejeiro caseiro em 2014, e ao acender o Palo Santo fiquei curioso para saber como ficaria ao ser utilizado na maturação da cerveja. Fui pesquisar para verificar se existia algum risco à saúde ou algo parecido e descobri que o Palo Santo já havia sido utilizado pela Dogfish Head [cervejaria norte-americana]. A partir daí, comecei os experimentos”, afirma.

E a Odin espera que, assim como acontece com o Palo Santo, a sua cerveja também desperte boas sensações e vibrações nas pessoas. “Assim como os incensos no hinduísmo, a purificação trazida pelo Palo Sato busca canalizar as energias positivas e criativas e combater energias negativas”, lembra Flávio, que considera a Palo Santo a melhor cerveja já produzida por ele.

Lançada durante o Mondial de La Bière Rio, em setembro, a Palo Santo é uma Imperial Stout com graduação alcoólica de 10% e 55 IBUs.

Cervejaria viking
Se um ritual muito utilizado na cultura inca serviu de inspiração à Palo Santo, o surgimento da cervejaria localizada na região Serrana do Rio, em Itaipava, com produção de quase 7 mil litros mensais, veio de outro importante povo na história da humanidade, mas de uma tradição e um período bem distantes: os vikings.

Foram eles que invadiram, exploraram e colonizaram grandes regiões da Europa e das ilhas do Atlântico Norte entre o fim do século VIII até o século XI. E, especialmente, foram eles também que sempre tiveram seus festejos marcados pela presença da cerveja.

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Flávio Haas, um dos sócios da “cervejaria viking”

“A cultura e religião viking são extremamente ricas e de profundo enriquecimento espiritual quando bem estudadas”, explica Flávio. “Eu e meu sócio, Felipe Rabah, ao iniciarmos nossa busca por um nome para nossa cervejaria, chegamos ao nome ‘Odin’, conhecido como o ‘pai de todos’, que representa a figura do pai de todos os deuses da cultura nórdica.”

Para os vikings, segundo explica a marca, a cerveja era uma bebida servida durante as refeições, sempre presente em cultos, reuniões e solenidades, quando os convidados acumulavam em um único vaso todo o líquido trazido de casa. As festividades só terminavam quando a cerveja acabava.

Já as celebrações dedicadas a Odin não podiam ser frequentadas por pessoas que não tivessem tomado grandes doses de cerveja. A maior honra que um viking poderia ter, aliás, era ser aceito no palácio de Odin para beber cerveja à vontade.

A cervejaria procurou manter essa tradição apostando em uma bebida rústica, com envolvimento de toda cultura viking, com aparatos, ornamentos e imagens relacionadas, como copos em formato de chifre, canecas de madeira, estandes com panos e flâmulas, equipe com vestimenta típica, chapeis de chifres e torneios de força e bebida, entre outros atrativos.

“Entendemos, assim, que nossa cerveja já nasceria abençoada e representaria todo lado desbravador da cultura e religião viking, trazendo sempre cervejas com grande drinkability e acessíveis para todos aqueles que desejem beber o líquido sagrado de Odin”, acrescenta o sócio.

Assim, ainda que lide com duas culturas completamente distintas, Flávio garante ser possível, sim, dizer que a Palo Santo una os universos vikings e incas. Tudo em uma garrafa de cerveja. “A ideia da utilização desta madeira e a sua ligação com a Odin vêm do lado espiritual e de purificação, independentemente das diferentes culturas, uma vez que este é o cerne da criação da nossa marca.”

Fonte: Guia da Cerveja – 17/10/2018

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