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Uva passa, morango, graviola. Avelã, rapadura, pimenta. Muitos são os ingredientes que podem ser adicionados a uma cerveja comum. Ardidos, adocicados ou simplesmente aromáticos, são capazes de fazer muita gente que torcia o nariz para a bebida se render a ela.

"Cerveja é a bebida mais gastronômica", diz a especialista Carolina Oda. "O fato de ser uma receita de panela permite que a adição de ingredientes seja livre."

A mania começou na Bélgica, tradicional escola cervejeira, e logo se espalhou por outras partes do globo. No Brasil, as invenções não são tão livres, mas dá para criar muita coisa diferente. "Aqui, são proibidos produtos de origem animal", diz o especialista Edu Passarelli. Segundo ele, se a receita leva mel, por exemplo, não pode ser chamada de cerveja. "No rótulo tem que vir escrito 'bebida à base de malte com adição de mel'."

Curiosidade e gosto

Mas a limitação não chega a intimidar os loucos por cerveja. "Tem muita coisa interessante no mercado", diz Edu. Casca de laranja, semente de coentro, anis estrelado e chocolate são alguns exemplos. "E o bacana é que muita gente que não toma a bebida, acaba experimentando por curiosidade e gostando."

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Na hora da harmonização com pratos, a mistura também ajuda. "Dá para brincar muito mais com as combinações", afirma Carolina. Coisa que, segundo ela, tem menos chance de acontecer no mundo do vinho. "A gente consegue variar muito mais." Aqui, parece mesmo que o céu é o limite.

Com a ideia de incentivar os cervejeiros a usar ingredientes nacionais, apoiar o pequeno produtor e garantir a sustentabilidade na produção da bebida, o Slow Food está fazendo uma campanha para fazer a atitude, já em curso em outros países, virar prática no Brasil. "O assunto aborda questões ecológicas e mercadológicas", afirma Carolina. No próximo Salone del Gusto &Terra Madre, evento da organização que acontece todo ano na Itália, alguns exemplares brasileiros já estarão em exposição. 

Fonte: UOL | Comidas & Bebidas Por Roberta Malta – 03/10/2014

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