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Amargor produzido pelo lúpulo só compôs o sabor da bebida após a monja alemã, Hildegard von Bingen, adicionar o ingrediente à fórmula original 

cerveja copos pixabay 06032020115219520

Gosto característico da cerveja é obra de uma mulher do Séc. XII
Pixabay

Socialmente associada à masculinidade, a cerveja já faz parte do universo feminino há séculos. Ou seria o contrário, já que mulheres participaram da criação da bebida? A invenção da bebida como nós a consumimos hoje é obra de uma mulher.

O amargor da cerveja produzido pelo lúpulo só foi possível depois que Hildegard von Bingen, uma monja e teóloga alemã, adicionou o ingrediente à fórmula original no século XII. “Se não fosse aquela mulher lá atrás, a cerveja não teria essa característica marcante responsável por tantos apaixonados", conta a mestre-cervejeira da Cervejaria Ambev, Rozilene Sá, de 40 anos.

O envolvimento das mulheres na produção da bebida, no entanto, vem de muito antes. De acordo com a também mestre-cervejeira da Cervejaria Ambev, Carolina Loureiro, há mais de 10 mil anos, enquanto os homens saíam para caçar, as mulheres ficavam responsáveis por cuidar dos grãos de cevada que seriam usados para fazer pão. “Os grãos muitas vezes não eram consumidos e acabavam mantidos dentro de jarros, tomando chuva e sol, sendo fermentados e formando o líquido que hoje chamamos de cerveja”, explica. 

Mesmo com papel decisivo na história da cerveja, as mulheres passaram muito tempo associadas à bebida de forma objetificada por campanhas publicitárias. Porém, figuras femininas atuais deixam de lado esse estigma para se tornarem atuantes em diferentes áreas de produção da bebida.

“No geral a maioria ainda é homem, mas as mulheres estão ganhando espaço num lugar historicamente masculino. Estamos mostrando que podemos estar nos lugar que queremos, fazendo o que queremos e bebendo a cerveja que quisermos”, afirma Rozilene. A mestre conta que, em seus 19 anos trabalhando com a bebida, já esteve no comando de mais de 400 colaboradores, em sua maioria homens, em áreas de gestão e produção.

Para Rozilene, no entanto, ainda há um paradigma que precisa ser quebrado. “Precisamos acabar com essa imagem de que cerveja ‘para mulher’ são as mais suaves”. Para isso, em parceria com a Ambev, Rozilene ministra cursos gratuitos a interessados em conhecer mais sobre o universo da cerveja. As primeiras edições acontecem neste sábado (7) e, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, são exclusivamente para o público feminino. 

As mulheres que se inscreverem nessa experiência gratuita poderão indicar uma acompanhante para a ocasião – seja amiga, mãe, irmã ou namorada. As inscrições podem ser feitas aqui.

 

Fonte: R7 – 06/03/2020

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