Curiosidades

Informação nunca é demais! Ainda mais quando se trata de cerveja!

Aqui abrangemos Novidades, Dicas e conhecimentos diversos do mundo cervejeiro.

 

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Sem culpa! Cientistas criam cerveja funcional com lactobacilos vivos

Cientistas da Universidade de Cingapura fizeram a bebida fermentada com “bactérias do bem” que regulam a flora intestinal

Um copo de cerveja bem gelada pode ajudar a melhorar a sua saúde e impulsionar a sua imunidade. Depois do kefir (leite ou água fermentados em uma cultura de bactérias) e do kombucha, uma mistura de chá e kefir, cientistas asiáticos agora criaram uma cerveja funcional probiótica.

Assim como os primos “fitness” citados acima, ela é fermentada com micro-organismos vivos que ajudam a regular a resposta do sistema imunológico, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Embora os benefícios dos alimentos probióticos já sejam bastante conhecidos, não existe no mercado ainda nenhuma cerveja com essa propriedade. Isso porque o próprio processo de fermentação da bebida impede o crescimento e sobrevivência das bactérias.

Para finalmente chegar ao produto, os cientistas da Universidade de Cingapura tiveram que cultivar o probiótico e a levedura em culturas puras e alteraram o processo comum de fabricação e fermentação da cerveja. Assim, conseguiram manter os lactobacilos vivos.

cingapore

NATIONAL UNIVERSITY OF CINGAPORE

A bactéria usada foi a do ácido lático, fermentada nos açúcares presentes no mosto (o resultado do cozimento do malte).

À BBC, Chan Meu Zhi Alcine, responsável pelo estudo, disse que o produto final, que leva cerca de um mês para ficar pronto, tem sabor ácido e marcante e teor alcoólico de cerca de 3,5%.

A universidade já patenteou a receita e agora os pesquisadores buscam parceiros na indústria para espalharem suas cervejas “saudáveis” no mercado. Alguém se voluntaria?

Fonte: Metrópoles – 05/07/2017

A levedura Lager e sua misteriosa origem

Toda vez que você bebe alguma cerveja Lager, seja ela do tipo Pilsen, Helles, Dunkel, Bock, Vienna, Schwarzbier, entre várias outras, você está ingerindo uma bebida fermentada com uma cepa de levedura que está presente no mundo há pelo menos 600 anos, a levedura Lager, chamada de Saccharomyces Pastorianus (também conhecida como S. Carlsbergensis). Parece muito tempo, mas por outro lado, as cervejas do tipo Ale, fermentadas pela levedura Saccharomyces cerevisiae, existem há muitos milhares de anos antes de Cristo, sendo também utilizada na produção de pães e vinhos. Diferente das Ales, as cervejas Lager, que se tornaram mundialmente conhecidas com as cervejas alemãs e tchecas, correspondem atualmente a 94% do mercado mundial. No entanto, a origem genética da levedura responsável pelas Lager, que é muito mais jovem que as Ale, ainda é cercada de mistérios. O maior deles é que sua origem genética aparentemente não se deu nem um pouco perto da Alemanha ou da República Tcheca.

A humanidade faz cerveja há mais de 10 mil anos e por boa parte do tempo, tanto a brassagem como a fermentação aconteciam em temperatura ambiente, com cepas que haviam sido domesticadas aleatoriamente através dos séculos para atuar numa faixa de temperatura mais alta, sem que ninguém compreendesse ainda o fenômeno da fermentação. Mas durante o século XV, surgiu na Bavária um novo processo de se fazer cerveja, chamado de “Lagern”, que é um verbo em alemão que pode ser traduzido para “armazenar”. Já a palavra “Lager” pode significar em alemão “estoque”, “armazém” ou “depósito”. Esse novo processo, de armazenamento, envolvia fermentar ou maturar a cerveja em temperaturas mais baixas do que a temperatura ambiente usada para se fermentar as cervejas Ale, que costuma ser entre 15 – 20˚C. O “Lagern” era feito em caves subterrâneas, em uma faixa de temperatura fria demais para a levedura Ale sobreviver.

Eis que em algum momento durante essa época, houve cruzamentos de cepas Ale com alguma outra cepa misteriosa mais resistente ao frio, dando origem a uma nova levedura que conseguia atenuar muito bem o mosto, mesmo que esse estivesse a 0˚C: a S. Pastorianus. Atualmente existem diversas cepas do tipo Lager e desde a década de 80, quando se fez o mapeamento do DNA da levedura Lager pela primeira vez, sabe-se que todas elas são o resultado do cruzamento de duas espécies: A primeira progenitora foi a Ale tradicional, abundante na natureza muito antes da humanidade inventar a agricultura, encontrada principalmente nas cascas das frutas. Mas até recentemente, a segunda cepa progenitora, a Lager selvagem original, que gerou as cepas de levedura Lager hoje conhecidas, nunca havia sido encontrada em um ambiente natural. Era um organismo ainda não identificado.

levedura lager patagonia 2

Por muitos anos, cientistas europeus coletaram amostras locais para tentar isolar o parente perdido da S. Pastorianus, mas sem sucesso. Até que em 2011 um time de cientistas argentinos do Instituto de Biodiversidade e de Pesquisa Ambiental de Bariloche, que estava estudando leveduras encontradas em bulbos de árvores de faia da Patagônia, isolou uma cepa que eles desconfiaram ser a progenitora original da levedura Lager. As colônias da levedura estavam no tronco e nas folhas das árvores, em uma floresta que tem uma temperatura média na faixa de 7˚C, a temperatura geralmente usada na maturação das cervejas Lager.

O achado culminou em uma pesquisa de 5 anos envolvendo cientistas de todo o mundo. A levedura foi então levada para um laboratório na Universidade do Colorado para ter seu sequenciamento genético feito e descobriram que ela tinha 99,5% do seu genoma idêntico à porção não Ale do genoma da S. Pastorianus, sugerindo que realmente se tratava de seu ancestral perdido. O fato de que os nativos patagônicos costumavam fazer uma bebida fermentada a partir das mesmas folhas onde a levedura foi encontrada também era um indicador importante de que haviam finalmente encontrado a espécie correta. Essa levedura Lager selvagem foi batizada de Saccharomyces Eubayanus.

O que continua não estando claro é como essa espécie viajou 12.000 km até a Europa, tornando as cervejas Lager possíveis e hoje majoritariamente consumidas em todo o mundo. Especulava-se que Cristóvão Colombo, que navegou o oceano Atlântico inteiro em 1492, tenha de alguma forma, relação com a história. Mas algum tempo depois a mesma S. Eubayanus foi encontrada em uma floresta tibetana, o que revirou completamente a teoria de seu surgimento na Europa mais uma vez. De acordo com um artigo da Academia Chinesa de Ciências, o Leste Asiático, abrangindo a China, o Tibete e a Mongólia, parece ser a única região do planeta a abrigar todas as espécies conhecidas de Saccharomyces, o que indicaria a verdadeira origem dessas leveduras. E da mesma forma como os cientistas ficaram intrigados em como uma levedura patagônica foi parar na Alemanha, eles se intrigaram mais ainda em como uma levedura chinesa teria antes ido parar na Patagônia. O que se sabe é que a cerveja não possui uma origem única e é definitivamente um produto do mundo.

Mas enquanto esse mistério continua sem uma resposta definitiva, o lançamento dos artigos científicos em 2011, detalhando o processo dessas pesquisas chamou a atenção de Willem van Waesberghe, o mestre cervejeiro da Heineken, que se animou com o achado da progenitora perdida da icônica A-Yeast, a levedura usada nas cervejas Heineken, desenvolvida em 1873 por Dr. Elion, um estudante de Louis Pasteur. Ele assegurou o direito de produzir uma cerveja com ela e depois de 2 anos realizando testes e a “domando”, a Heineken lançou o primeiro rótulo totalmente fermentado com a S. Bayanus patagônica: a H41 Wild Lager, lançada na Europa ano passado e prevista para chegar nos EUA esse ano. Vamos torcer para que ela chegue por aqui também.

levedura lager heineken h41

Fonte: Bar do Celso – 03/07/2017

Empresa dos EUA faz pirulitos de vinho, cerveja, absinto e… entrega no Brasil

Pirulito de vinho? É isso mesmo? A empresa americana Lollyphile criou pirulitos de vinho nos sabores Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay. E o melhor de tudo: a empresa entrega no Brasil.

pirulito de cerveja absinto

De cima para baixo, pirulitos de absinto, IPA Beer e Larger Beer.

A  Lollyphile já é conhecida pelos sabores exóticos de pirulito, como os de cerveja IPA, Lager e Stout, e até mesmo pirulito de absinto. A empresa promete todo o sabor do álcool sem usar álcool nenhum na composição do pirulito. Nos ingredientes, que não ficam muito claros, encontra-se açúcar, xarope de milho e “sabores e cores naturais e artificiais”.

Cada pirulito custa US$ 8, cerca de R$ 26,50. O pacote sortido de vinho custa US$ 12 com 6 unidades, US$ 21 com 12 unidades e US$ 54 com 36 unidades. A empresa também tem pirulitos em sabores bizarros de comidas, como pizza, queijo azul, chocolate-bacon e wasabi-gengibre.

Fonte: Gazeta do Povo – 05/07/2017

Como os alemães puseram milho na cerveja para deixá-la melhor

Fundada por imigrantes germânicos, a indústria da cerveja do Brasil e dos EUA já nasceu usando o milho. Abundante no continente americano, o cereal foi a solução para deixar a bebida como os cervejeiros queriam: leve, clara e deliciosa 

O uso do milho na fabricação de cerveja não é uma invenção das grandes cervejarias para reduzir custos, ao contrário do que clamam alguns dos defensores do puro malte. Nativo do continente americano, o cereal sempre esteve presente nas receitas cervejeiras do Brasil e dos Estados Unidos. E o motivo de seu uso não é apenas a disponibilidade (era muito difícil obter malte de cevada até o fim do século 19). O milho foi introduzido nas cervejas modernas – por imigrantes alemães, veja só – para reproduzir a leveza da pilsen europeia. Conheça a seguir um pouco da história do milho na cerveja das Américas.

Cerveja na América Pré-Colombiana

5.000 AC
Povos nativos do Altiplano Andino já produziam a chicha, cerveja ácida de milho que ainda hoje é consumida no Peru e na Bolívia. A estimativa é do arqueólogo americano Patrick McGovern¹, da Universidade da Pensilvânia. Ele baseia o cálculo na idade de peças de cerâmica encontradas em sítios arqueológicos nos Andes peruanos – os vasos, porém, não foram submetidos a análise química para detectar resíduos de bebida.

1492
A expedição de Cristóvão Colombo chega ao Caribe. Na época, a chicha era largamente consumida pela população do Império Inca. No Brasil, os povos indígenas produziam uma bebida semelhante, chamada cauim, que poderia ser feita com milho ou mandioca.

O período colonial

Séculos 17 e 18
Os primeiros colonos ingleses a ocupar a América do Norte se empenharam de imediato em buscar uma forma de produzir cerveja. Na ausência de malte de cevada – o processo era muito complexo para as precárias condições da colônia² –, os pioneiros lançaram mão de diversos substitutos. O milho, cereal abundante na região, foi uma escolha óbvia. “A história do milho é a história da cerveja americana”, afirma o jornalista William Bostwick no livro The Brewer’s Tale – A History of the World According to Beer (“O Conto do Cervejeiro – Uma História do Mundo Segundo a Cerveja”)³. “De fato, o milho foi usado na cerveja desde o início da colonização inglesa”, escreve a arqueóloga americana Lisa Grimm, da University College London, no site Serious Eats⁴.

Além do milho, os colonos ingleses faziam cervejas com ingredientes pouco convencionais, como abóbora, caqui, melaço, sassafrás e broto de pinheiro².

No Brasil colonial, a produção de cerveja era proibida para evitar competição com o vinho importado de Portugal. A cachaça tornou-se a bebida mais popular do país nesse período.
O milho e a cerveja industrial americana

Século 19
Os imigrantes alemães que chegaram em massa aos EUA na segunda metade do século já tinham como referência a cerveja pilsen – que surgiu em 1842 na Boêmia (hoje território Checo) e conquistou a Europa de imediato.
Para reproduzir esse estilo de cerveja – claro, límpido e refrescante –, esses imigrantes recorreram ao malte da cevada cultivada no meio-oeste dos EUA. O cereal, porém, era de uma variedade diferente da cevada europeia. Com maior teor proteico, a cevada americana resultava em uma cerveja turva, encorpada e pesada – exatamente o oposto do que se buscava.

1868
Anton Schwartz, um imigrante da Boêmia que se fixou Nova York para editar a revista American Brewer (“Cervejeiro Americano”) publicou um artigo que mudaria a história da cerveja no mundo. Em Brewing with Raw Cereals (“Fazendo Cerveja com Cereais Crus”), ele propôs o uso do milho para deixar a cerveja mais leve, clara e gostosa de beber. Os maiores cervejeiros dos EUA, todos de origem germânica, adotaram sem hesitar o conselho do jornalista. Nascia a pilsen americana, tipo de cerveja mais popular no mundo até hoje.

O Brasil independente


Século 19
Uma grande leva de imigrantes alemães chegam ao Brasil e outros países americanos, como Estados Unidos, Argentina e Chile. Sem a restrição da Lei da Pureza da Baviera, esses estrangeiros passam a fazer cerveja usando milho. Abaixo, alguns excertos de documentos oficiais da época⁵.

1852
“20 de maio de 1852: o suíço Gabriel Albrecht Schmalz (...) decide dar início à primeira cervejaria que se tem notícia em Joinville, SC. Como não se produzisse cevada na região, era utilizado milho na fabricação da cerveja”

1861
“Sebastian Kunz instala a fábrica de cerveja São Pedro, a primeira cervejaria da Província de Minas, na Colônia São Pedro (atual Juiz de Fora), utilizando milho como matéria-prima.”

1868
“Louis Bücher, cervejeiro natural de Wiesbaden, Alemanha, abre uma cervejaria na qual utiliza arroz, milho e outros cereais em vez de cevada, em São Paulo, SP.”

Séculos 19 e 20
Fundadas por imigrantes germânicos, as marcas de cerveja que viriam a se consolidar como as maiores do Brasil – Bohemia (Petrópolis, 1843), Antarctica (São Paulo, 1885) e Brahma (Rio de Janeiro, 1888) – já usavam milho em suas receitas originais.

Fonte: Loures Consultoria, extraído de Minuto Nordeste – 30/06/2017

Dog Beer inaugura o primeiro boteco pet do brasil

Botecão está instalado no petshop Pata Natural, na Vila Paulicéia (SP), e conta com cerveja, vinho e petiscos para cães

pet 2Conhecido pela aposta em produtos diferenciados para o mercado pet, o empresário Lucas Marques inova mais uma vez ao criar o primeiro bar do país para cães. O BOTECÃO está instalado no petshop Pata Natural, na Vila Paulicéia, em São Paulo. “Já estamos em bares e restaurantes pet friendly, mas faltava no mercado nacional um bar 100% dedicado aos cães. E a iniciativa só poderia vir da primeira empresa nacional a fabricar bebidas para os animais”, comenta o empresário.

Entre outros petiscos diferenciados, o espaço conta com cerveja e vinho desenvolvidos especialmente para a espécie. A Dog Beer é uma cerveja canina inspirada na bebida humana, porém sem álcool e gás carbônico, ingredientes prejudiciais à saúde dos cães. Ela é feita à base de malte e está disponível nos sabores carne e frango em garrafas de 355 ml.

Já o recém-lançado Dog’s Wine é um petisco líquido também inspirado no vinho humano e não contém álcool, gás carbônico e uva, outro ingrediente que pode trazer riscos à saúde dos pets. A fórmula do Dog’s Wine conta somente com ingredientes naturais, como suco de carne e corante natural de beterraba. “Para dar um toque especial ao produto, acrescentamos aroma artificial de vinho”, conta Lucas. O produto pode ser encontrado em garrafas de 250 ml.

Aperitivos caninos

E para deixar o happy hour dos cães ainda mais divertido e saboroso, os donos encontram no Botecão petiscos inspirados nos aperitivos humanos. A linha Ipet Snacks é composta por Coxinha e Bolinho de Carne (linha festa), Picanha e Linguiça (linha churrasco) em formatos divertidos e diferentes de tudo o que há no mercado de petiscos para animais de estimação.

Os snacks são feitos com carne bovina fresca, fígado de frango, proteína texturizada de soja, farinha de trigo, entre outros ingredientes, além de uma série de aditivos nutricionais. “Eles contêm, por exemplo, proteína, cálcio e fósforo. Mas ressalto que petiscos devem ser oferecidos como agrado e não podem substituir a refeição do pet”, aconselha Lucas. Outros petiscos, como bifinhos e palitinhos, também estarão à venda no bar canino.

O Botecão Dog Beer funciona de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados, das 9h às 16h. O petshop Pata Natural fica na Av. Águas de São Pedro, 167, Vila Paulicéia – Serra da Cantareira/SP.

Serviço:

Dog Beer e Dog’s Wine

www.dogbeer.com.br

Fonte: Homem Cerveja – 30/06/2017

Segundo a GFK, 36% dos brasileiros optam por fazer Happy Your em casa

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Recente estudo da GfK, uma das mais respeitadas empresas de pesquisa de comportamento de consumo, constatou uma mudança significativa do brasileiro na busca pelo entretenimento: cresce o hábito de promover encontros e diversão entre amigos, dentro de casa!

A pesquisa revelou que sair para jantar ou fazer happy hour tornou-se menos atraente, tanto pelo gasto necessário, quanto pela violência urbana que assusta cada vez mais o cidadão.

A pesquisa foi feita em 17 países, incluindo o Brasil. Em média, ¼ das pessoas optam por entreter os amigos em casa. Os mexicanos (42%) e os argentinos (39%) são os anfitriões que mais recebem convidados diariamente ou semanalmente, seguidos de brasileiros (36%), italianos (34%) e chineses (30%). Por outro lado, os coreanos (28%) e os japoneses (27 %) são menos propensos a receber hóspedes em sua casa.

Os jovens entre 20 e 29 anos de idade são os que mais recebem os amigos em casa. 37% desse público afirma receber em casa semanalmente. “Porém, percebe-se uma frequência muito grande em praticamente todas as idades. A maioria dos respondentes, afirmam estar com os amigos em casa ao menos uma vez por mês”, afirma Eliana Lemos.

No Brasil, a crise econômica desencadeou importantes mudanças no consumidor e consequentemente em sua maneira de consumir produtos e serviços.

Dados da GfK  também revelam que a venda de eletrodomésticos ligados ao mundo da cozinha está crescendo, o que indica uma forte tendência do consumidor de cozinhar e fazer as refeições em casa.  As unidades de fogões modelo cooktop vendidas nos primeiros meses de 2016, cresceram 28%, comparadas ao mesmo período do ano anterior. Já a venda de cafeteiras saltou 12,31%. Esse desempenho pode ser associado a um crescimento expressivo na audiência de programas de culinária que atingiram um público de 15,2 milhões de indivíduos, em 2016. Desse total, 54% são da classe AB e 61% mulheres.

Para a GfK, de acordo com os entrevistados, os brasileiros buscam cada vez mais segurança e economia. Alguns varejistas já perceberam essa tendência e inovaram em campanhas e promoções de produtos voltados para o consumo em casa. Um exemplo disso é a campanha abaixo que reuniu produtos batizados como “Petiscos de Boteco”, para o consumidor levar para casa.

Anúncios de categorias como cervejas, salgadinhos, biscoitos e castanhas cresceram significativamente neste período, acirrando a concorrência de preços.

Fonte: Newtrade - 02/08/2017