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brad smith microsoft 24 01

2018 foi um ano movimentado no setor de tecnologia. Pensando nisso, o presidente da Microsoft, Brad Smith, escreveu um artigo em sua conta no LinkedIn relembrando o que aconteceu nos últimos 12 meses. Ele aproveita o começo do ano para especular sobre quais serão os grandes temas discutidos pelo setor de tecnologia ao longo de 2019.

  1. Privacidade: Políticas de proteção se aprofundam na Europa e se espalham para os EUA

Já no início do ano, sabia-se que o tema da privacidade de dados ganharia importância em 2018. A Regulação Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), que entrou em vigor em maio na Europa, iria movimentar qualquer empresa do mundo que tivesse clientes na União Europeia. Dada a natureza técnica do GDPR, não é de se surpreender que em 2019 ainda haja empresas trabalhando em interpretar a regulação, diz Smith.

Mas algumas surpresas surgiram em 2018 também. Nos Estados Unidos, em São Francisco, o incorporador de imóveis Alastair Mactaggart investiu mais de US$ 3 milhões em uma campanha para conseguir assinaturas para colocar em votação uma lei feita por cidadãos sobre privacidade de dados. A campanha gerou negociações intensas e culminou com o California Consumer Privacy Act. “É um desenvolvimento bem-vindo que traz proteção de privacidade abrangente para um em cada oito residentes nos Estados Unidos”, diz Smith. Ele diz esperar que esse tipo de regulamentação se espalhe pelo país em 2019. A privacidade, cada vez mais, se torna uma prioridade para a sociedade – e as empresas de tecnologia podem fazer mais para avançar nesse sentido.

  1. Desinformação

O ano passado foi crucial para entendermos o impacto das campanhas de desinformação e fake news nas redes sociais. A questão agora é o que fazer para lidar com esse problema. No fim do ano passado, Bruxelas tomou decisões na tentativa da resguardar as eleições para o Parlamento Europeu, incluindo um código de conduta para as empresas de tecnologia e planos para ação rápida. As principais plataformas de redes sociais começaram a implementar novas proteções de forma mais ampla e outras iniciativas privadas surgiram.

Ano passado, diz Brad Smith, também representou uma maior aceitação dos líderes do setor de tecnologia sobre a necessidade de regulação que ajude a combater as fake news. Mas qual tipo de regulação? Essa é uma pergunta que terá de ser respondida nos próximos meses.

  1. Protecionismo no Pacífico: a tecnologia e as relações entre EUA e China

A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China foi rápida no ano passado. As tarifas de importação atrapalharam muitos setores, mas não necessariamente o de tecnologia. Porém, essa blindagem no setor de tecnologia parece estar mudando. Nos Estados Unidos, diz Smith, todo o espectro político está mais preocupado com a ascensão da China na inteligência artificial e em outros ramos – e aumentam os temores sobre as implicações econômicas e de segurança nacional.

No ano passado, a prisão da diretora-financeira da Huawei, Meng Wanzhou, impulsionou discussões em vários países sobre a restrição de componentes chineses em redes de 5G. No próximo ano, o debate deve se espalhar, incluindo também um possível controle sobre as exportações norte-americanas de tecnologias como inteligência artificial.

  1. Diplomacia digital: esforços contra ataques cibernéticos

Não há razão para acreditar que os ataques cibernéticos feitos por governos irão acontecer com menos frequência. Mas pelo menos há sinais de que a proteção contra tais ataques está endurecendo, diz o presidente da Microsoft. “O setor de tecnologia continua priorizando a inovação e investimentos em cibersegurança, tanto em hardware quanto em ferramentas para proteger clientes em serviços na nuvem”, afirma ele.

O ano de 2019 deve ser marcado também por avanços na diplomacia digital, com várias empresas concorrentes trabalhando juntas no Tech Accord com o objetivo de fortalecer a segurança cibernética. O grande acontecimento de 2018, diz Brad Smith, foi em novembro, com o Paris Call para confiança e segurança no ciberespaço. A iniciativa, liderada pelo presidente francês Emmanuel Macron, lançou um apelo para deter ciberataques e proteger processos eleitorais em todo o mundo. O acordo conseguiu reunir mais de 450 signatários de mais de 50 governos e 400 empresas e grupos da sociedade civil.

  1. Ética para a inteligência artificial

No ano passado, as empresas de tecnologia começaram a lidar com questões como o uso da inteligência artificial para o exército e preocupações sobre o reconhecimento facial. A pressão dos próprios funcionários fez com que o Google se retirasse de um programa de IA do departamento de defesa dos Estados Unidos. Em meados do ano, as preocupações sobre o reconhecimento facial ganharam importância, impulsionadas por acadêmicos e grupos civis que alertavam para o risco da discriminação e impacto sobre a privacidade.

  1. Inteligência artificial e empregos

As preocupações sobre o impacto da inteligência artificial sobre a economia e sobre os empregos continuam a crescer. Especialmente nos Estados Unidos e na Europa, as pessoas questionam se a tecnologia irá destruir mais empregos do que criar.

Em outros países, contudo, as discussões são diferentes. Nações como Coreia do Sul e Japão, onde a população começa a diminuir, há um reconhecimento de que a prosperidade econômica requer avanços de produtividade capazes de substituir os trabalhadores humanos. Para esses países, diz Smith, a IA oferece uma nova solução para um problema social.

  1. Imigração e diversidade

Imigração e diversidade são temas que permaneceram em discussão no setor de tecnologia em 2018. O ano teve momentos importantes, como uma manifestação de funcionários do Google sobre como a empresa trata as mulheres e as denúncias de assédio. Microsoft, Salesforce e Amazon enfrentaram o ativismo de funcionários sobre a concessão de tecnologia para as autoridades de imigração nos Estados Unidos.

Outros feitos são menos dramáticos, mas não menos importantes. As empresas de tecnologia falaram mais sobre diversidade em seus quadros de funcionários, e muitas delas reportaram ganhos de diversidade – “pequenos, mas na direção correta e maiores do que no passado”, diz Smith.

  1. Banda larga rural

Nos Estados Unidos e em outros países, aumentou a percepção dos desafios enfrentados nas comunidades rurais. “Um fator que impede as comunidades rurais de avançar é a falta de acesso a serviços de banda larga. A banda larga se tornou a eletricidade do século XXI. Sem isso, há pouca oportunidade de atrair novos negócios ou empregos”, afirma Smith. As empresas e os governos passaram a se atentar mais para esse tema. Parcerias entre a Microsoft e empresas de telecomunicações devem fazer com que a internet em alta velocidade alcance mais um milhão de pessoas nos EUA.

“Essas soluções nos trazem esperança não só para os Estados Unidos e 2019, mas para fechar a lacuna de banda larga globalmente na próxima década”, afirma Smith. Isso vai demandar inovação, investimento e políticas públicas, mas fica cada vez mais fácil imaginar esse progresso.

  1. Soberania, direitos humanos e a nuvem

Cada vez mais governos querem que os dados do setor público permaneçam exclusivamente em datacenters dentro de suas fronteiras, o que tem criado vários problemas ao redor do mundo.

“É compreensível que os governos estejam focados no que consideram uma questão de soberania nacional. Mas as restrições tecnológicas são consideráveis, dada a arquitetura global da nuvem”, diz ele. Além disso, Smith lembra que há questões sobre a extensão de dados pessoais os governos podem coletar e como essa informação poderá ser usada.

  1. Tecnologia e habitação

Houve, no ano passado, uma crescente atenção do público sobre o impacto do setor de tecnologia em comunidades locais. É um ponto que divide opiniões.

Por um lado, o crescimento tecnológico cria empregos novos e bem remunerados que contribuem para o crescimento econômico local. A competição para atrair a segunda sede da Amazon deu mais destaque a essa dimensão do que nunca. Mas, por outro lado, o crescimento rápido cria novas tensões para a infraestrutura de uma cidade, incluindo suas escolas e rede de transporte. No final de 2018, houve um enfoque em outro aspecto – a acessibilidade econômica da moradia.

Quando a oferta de moradias não consegue acompanhar o ritmo de crescimento da população, os preços das casas sobem e algumas pessoas são expulsas. Há uma crescente conscientização de que a concentração de empresas de tecnologia contribui para o crescente déficit habitacional nos EUA. Por exemplo, desde 2011, os preços médios das residências em Seattle aumentaram mais de 80%, enquanto a renda familiar média aumentou apenas 30%. Outros polos de tecnologia enfrentam tendências semelhantes.

Fonte: Época Negócios - 24/01/2019

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