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De acordo com uma pesquisa feita pela revista médica JAMA Open Network, houve aumento de 17% no consumo de bebidas alcoólicas pelas mulheres em 2020 na comparação com o ano anterior (Crédito: Pixabay)

Foi-se o tempo em que apenas os homens apreciavam os diferentes tipos de bebidas alcoólicas. Cada vez mais mulheres estão entrando neste universo tradicionalmente masculino.

De acordo com uma pesquisa feita pela revista médica JAMA Open Network, houve aumento de 17% no consumo de bebidas alcoólicas pelas mulheres em 2020 na comparação com o ano anterior.

Além do aumento no consumo, elas também querem se destacar como empresárias do setor e estão buscando cursos para se aperfeiçoarem.

“Nós ficamos surpresos com o número de mulheres interessadas no curso nos últimos tempos. A cada 100 alunos, 30 são mulheres, um número bastante expressivo”, afirma, por nota, Leandro Dias, um dos responsáveis pelo curso Lucrando com Bebidas, que ensina como ter sua própria marca de bebida destilada, sem ter um alambique, sem burocracia e com baixo investimento.

A empreendedora Fran Santos, que trabalhava como editora de vídeo, é uma das mulheres que decidiram empreender no ramo das bebidas. Fran abriu seu próprio bar em 2014, na região de Parelheiros (SP).

Elas também querem se destacar como empresárias do setor, como Fran Santos, e estão buscando cursos para se aperfeiçoarem. Crédito: Divulgação (Crédito: Divulgação - Lucrando com Bebidas)

“Nessa época eu comprava cachaça artesanal de alambiques e vendia no meu bar chamado Colônia”, explica, por nota, a empreendedora.

Nesse período ela conseguiu conquistar diversos clientes nessa região humilde com seus drinks e coquetéis autorais à base de cachaça. Apesar do sucesso, muitos ainda torciam o nariz quando escutavam a palavra cachaça.

“Quando querem falar sobre uma pessoa que bebeu demais ou está dando vexame, logo utilizam o termo cachaceiro, como se a cachaça fosse algo ruim e as demais bebidas fossem superiores”, diz Fran.

Para conseguir reverter essa situação, principalmente quando eram clientes mais jovens que apareciam no bar, ela lançava um desafio. “Oferecia uma bebida mista doce feita com cachaça e com baixo teor alcoólico, ninguém resistia e não acreditavam que aquilo era a base de cachaça, pois tinham um preconceito contra a bebida”, ressalta a empreendedora.

Apesar de estar satisfeita com seu bar, a pedido de sua mãe, resolveu voltar à Piracicaba (onde reside toda sua família materna) e dar um passo além e conquistar sua própria cachaça. Começou a estudar sobre o universo da bebida e, no fim de 2018, abriu seu bar em Piracicaba: o Dezenove Horas. Além do novo espaço, a empreendedora criou sua própria cachaça batizada com o mesmo nome do bar.

Outro ponto que tem contribuído para a democratização da cachaça são as redes sociais. “Hoje as mulheres postam fotos e assumem que bebem cachaça, se duvidar até mais que os homens, que costumam ter receio de assumirem que apreciam a aguardente por puro preconceito”, finaliza a empreendedora.

Camila Nassar entrou para o rama de produção de cerveja por acaso. “Estava procurando estágio obrigatório e qualquer lugar que abria uma vaga para engenharia, eu mandava meu currículo. Foi aí que surgiu a vaga de estágio em uma empresa do ramo cervejeiro, sendo que no assunto de cerveja eu só sabia beber e fazer balanço de massa em grandes equipamentos, confesso que nem sabia que dava para fazer cerveja em casa”, diz, por meio de nota.

No mesmo ano ela começou a estudar sobre insumos (lúpulo, fermento, malte) e ler livros para cervejeiros caseiros. Agora Camila diz que já comprou seus equipamentos para começar a fazer cerveja em casa.

 

Fonte: ISTO É Dinheiro – 26/01/2021

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